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RISCO

Secretaria de Saúde confirma fim do estoque de soro antirrábico no RN

Segundo informações, estoque do soro antiveneno também está crítico. Desabastecimento foi provocado pela falta de adequações em dois dos três laboratórios

Postado em 05/07/2019 às 09:03 |

Falta de soro antirrábico preocupa autoridades (Foto: Tássio Barros)

O estoque de soro antirrábico, para tratamento de ferimentos provocados por mordida ou lambedura de animais infectados pelo vírus da raiva, está zerado no Rio Grande do Norte. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesap). Para realizar o tratamento em pessoas que foram contaminadas com o vírus, a pasta afirma que vem administrando imunoglobulina, mas alerta que o estoque também está crítico.

A subcoordenadora de Vigilância Ambiental da Sesap, Aline Rocha, relatou que o Ministério da Saúde, responsável por comprar e distribuir os produtos para os estados brasileiros, já sinalizou o envio de novas ampolas para o Rio Grande do Norte, mas não informou a data em que a nova remessa será encaminhada.

“Esse é um problema que vem se arrastando por alguns meses e a previsão para que os estoques sejam regularizados é apenas em janeiro de 2020”, ressaltou Aline, destacando que essa é uma situação vivenciada em todo o país.

Ainda de acordo com a pasta, o desabastecimento se deve à falta de adequações necessárias, por parte de dois dos três laboratórios produtores, para cumprir as normas exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Atualmente, em casos de acidentes com animais como morcegos, raposas, saguis ou cães e gatos não vacinados, a população deve procurar o Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, ou os hospitais regionais de Caicó, Mossoró e Pau dos Ferros. A medida foi tomada para controlar o uso dos insumos e realizar um monitoramento mais amplo das ocorrências.

Somente no primeiro trimestre de 2019, o estado teve o triplo de registro de animais infectados com raiva. A maioria dos casos foi em morcegos.

Soro antiveneno

O nível crítico do estoque do soro antiveneno, utilizado para tratamento em caso de picadas de animais peçonhentos, é outro problema enfrentado em todo o Brasil, conforme a subcoordenadora de Vigilância Ambiental.

“Recebemos no início da semana uma quantidade pequena de soro antiveneno para ser utilizada com serpentes, mas se em breve não chegar mais o estoque que temos não será suficiente”, disse.

De acordo com a subcoordenadora, nessa época do ano o número de acidentes com animais peçonhentos, em especial cobras, é ampliado e por isso os cuidados devem ser redobrados. Até o final de junho, 292 casos apenas com serpentes foram contabilizados no Rio Grande do Norte.

Para esclarecer dúvidas e orientar a população e os profissionais de saúde quanto aos casos de acidentes por animais peçonhentos e que transmitem a raiva, a Sesap disponibiliza um serviço de plantão 24h. O Centro de Assistência Toxicológica do RN (Ceatox) funciona por meio dos números telefônicos: 0800 281 7005 / 3232-4295 / 98803-4140 (whatsapp).

Prevenção de acidentes com peçonhetos

• Evite acúmulo de lixo ou entulhos que possam atrair ratos (um dos principais alimentos das serpentes) ou outros pequenos animais;

• Não coloque as mãos desprotegidas em buracos e cupinzeiros, folhas secas, monte de lixo, lenha, palhas etc.;

• Use luvas de couro ao manejar locais onde as serpentes possam estar presentes, tais como matas, tocas, troncos e lenhas árvores;

• Use sapatos fechados de cano alto ao andar e caminhar na mata ou entre folhas secas.

Prevenção para acidentes

• Não toque em morcegos ou outros animais silvestres, principalmente quando estiverem caídos no chão ou encontrados em situações não habituais;

• Caso encontre um morcego caído coloque algo cobrindo-o e informe à Secretaria Municipal de Saúde para que seja feito recolhimento do animal;

• Cães ou gatos que forem encontrados com morcegos devem ficar em isolamento por 180 dias e devem receber duas ou três doses de vacina antirrábica dependendo do estado imunológico do animal.

• Evite se aproximar de cães e gatos sem donos, não mexer ou tocá-los quando estiverem se alimentando


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